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Efraim Ferreira

Paraíso do Imperador

Como um menino, eu chequei com muitas expectativas, após percorrer de jeep todo um caminho cercado por verde, chequei a uma clareira, onde deixamos o veículo. Fomos recepcionados por um jovem casal, que nos apresentou a programação.
Ao iniciarmos as atividades, o grupo foi convidado pelo condutor, a percorrer uma trilha, e que durante a caminhada poderíamos nos deparar com aves, e animais exóticos, que ali habitavam, ao descobrir que se tratava de centenas os espécimes, minhas expectativas foram às alturas. Eu mal entrei na trilha já estava em clima de exploração. A trilha seguia serpenteando as encostas, por uma pequena ladeira que logo que no inicio, me parecia íngreme e exigente, mas logo foi deixada para trás. Ao fazer uma curva para a direita, foi quando que pra minha surpresa vejo ao longe um Mundo Jurássico, eram montanhas colossais, que se destacava no horizonte, mas uma delas em particular me deixou impressionado. O monólito se erguia em direção às nuvens por mais de 1000 metros em linhas verticais. Assim como os exploradores do passado ao avistaram a Serra dos Órgãos eu olhava aquelas paredes ao longe e me perguntava: como seria possível, algo tão imponente, seria o Mundo Perdido? Durante um bom tempo à montanha chamada de Maria Comprida com seus 1.923 metros foi a nossa referencia no horizonte. Agora eu olhava por todos os lados, esperando ver aves e animais, pois a trilha fica em um vale no sopé de montanhas imponentes, e foi quando encontramos ao longo da trilha as mudas, que o grupo foi convidado a plantar. Juntos retiramos a pequena árvore de seu berço temporário e com a ajuda de todos do grupo cavamos e enterramos suas raízes com as próprias mãos. O solo, onde plantamos a mudinha, tinha uma terra escura, era macia sua temperatura era agradável pos o sol ainda estava a nos aquecer o que me lembrava que tínhamos que regar a pequenina. Esta pronta!(alguém falou). O grupo até tirou uma fotografia para nos recordarmos e monitorar o crescimento da nova vida.
Logo que aquela pequena vida já estava fixa ao solo demos continuidade em nossa jornada, paramos em um pequeno local sombreado, que agora nos presenteava com temperaturas bem mais agradáveis. Emoldurado por uma grande rocha, pudemos observar no pequeno recorte do terreno, a cadeia evolutiva dos espécimes vegetais completa, no solo recoberto de liquens e musgos até as altas copas com samambaias gigantes, retornando as árvores dos dias atuais da Mata Atlântica como as palmeiras. Agora como os legítimos exploradores portugueses, que por aqui se aventuravam e percorriam a floresta em direção ao topo da Serra da Estrela encontraram um lindo local hoje conhecida como Petrópolis. Nos embrenhávamos por entre as árvores e percorríamos encostas íngremes, que levavam a um ponto mais abaixo, onde era possível escutar um som, como que hipnotizados, seguíamos a sinfonia como num feitiço éramos atraídos, em direção ao o som das águas de um pequeno riacho que murmurava ao longe. Alguns minutos depois, apos cruzarmos com árvores exótica, plantas “carnívoras” e avencas que lembravam uma renda verde. Fizemos uma curva fechada e poucos metros depois nos deparamos com uma linda queda de água. Formando uma cascata, cercada de arvores recobertas por musgos macios que pareciam um tapete verde e nos convidava a entrar no lindo poço de águas cristalinas que agora como uma miragem estava diante dos nossos olhos. Lá do alto da copa das arvores pendiam galhos e folhas permitindo que somente parte da luz chegasse até a água, dando um tom esverdeado ao pequeno lago. Do topo de uma árvores pendia um grande cipó que mais tarde se revelaria ser o nome da cachoeira. Como um menino, eu banhava as mãos e molhava o rosto para me refrescar. Por um momento eu me perdi em pensamentos, pensando tranqüilos quase que como num sonho, eu me questionava: Seria este o Paraíso? O local que fora no passado confundido com o éden? Assim como os primeiros descobridores na época de Dom Pedro II eu não acreditava no que meus olhos viam. Foi quando que para minha surpresa o Bernardo, responsável por conduzir o grupo nos chamou. Ele disse que teríamos que partir, pois uma surpresa ainda maior nos aguardava. Como um menino que espera um doce, eu logo recobrei a consciência, mesmo que parcialmente e voltei a caminhar. Pouco tempo depois já fora da floresta, fui presenteado com um dispositivo moderno de armazenar sons que continha as melodias do Paraíso agora eu portava um cd que me permitiria ouvir novamente as aves canoras daquele Paraíso. Como um viajante da máquina do tempo, não percebi até o presente momento que as horas já se estendiam, o sol não mais iluminava o local, e o som dos grilos e o farfalhar das arvores a nossa volta, soavam como cantigas de ninar. Após um lapso de poucos minutos, eu já me dirigia ao salão onde a surpresa me aguardava. As sombras da noite eram convidadas a dançar, ritmadas pelas chamas de tochas que iluminava o meu caminho, fui recebido como o próprio Imperador, meus amigos me aguardavam, num salão de jantar. Agora não era mais sonho, era real. O salão estava reluzente e muito bem decorado, lindo de verdade e ainda permitia avistar a mata escura que abraça o local. O salão que agora estava todo iluminado à luz de velas era um deleite aos olhos. Eu fui recebido como se sempre estivesse feito parte da família.
Logo as luzes se apagaram, imagens se movimentavam seguidas por musicas, assim como no tempo dos irmãos Auguste e Louis Lumière, eu me deparava com cenas do Império, cenas da cidade e paisagens lindas. Foi então que eu pude conhecer um pouco mais sobre a HISTÒRIA do PARAISO. Ainda em estado de êxtase fomos convidados a um delicioso banquete, servido aos convidados e amigos, que agora formavam uma grande família à mesa. Todos estavam alegres e com um sorriso leve. A esta altura, as horas já não tinham mais importância, o tempo parecia ter congelado. Os sabores e aromas eram uma mistura de sensações e expressavam a cultura lusitana acompanhada por vinho e guloseimas. E exatamente na hora em que eu colocava mais uma colherada de sorvete na boca, teve inicio uma grande festa com musica e poesia que alegrava a todos. Durante as canções, acompanhávamos em coro a os músicos a tocar. E após o encerramento do nosso Jantar Imperial, fomos conduzidos por nossos anfitriões à nossa carruagem moderna, com rodas e muitos cavalos que não podem ser vistos ao deslocar-se de um ponto ao outro. Nos despedimos de todos e como que em um feitiço do tempo, estávamos novamente quase que forçados a aceitar os Tempos Modernos.
Este é o meu relato do dia 12/10/2009. Foi nesta data especial que estive pela primeira vez no PARAÍSO.
E que agora, agradeço aos nossos anfitriões que permitiram e compartilham este PARAÍSO comigo, e que carinhosamente agora chamam o local de POUSADA PARAISO (Petrópolis-RJ).
Obrigado a todos e por tudo família paraíso.
Efraim Ferreira Alves Filho

Bruno Silva

Região Uva e Vinho

“Viajei pela Região Uva e Vinho e conheci lugares muito interessantes, desde vinícolas simples até construções em forma de castelos. Mas uma coisa que gostei muito foi quando você chega nas pequenas vinícolas ou nos restaurantes e parece que as pessoas te conhecem há muito tempo, como se fossem grandes amigos de tão bem que você é tratado. No final você está chamando todo mundo de Nona e Nono!”

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